Thaila Ayala e Renato Goes posam agarradinhos em clima de romance

Thaila Ayala e Renato Goes (Foto: Reprodução Instagram)Thaila Ayala e Renato Goes (Foto: Reprodução Instagram)

O amor está no ar! Thaila Ayala e Renato Goes eram só beijos e abraços durante um evento beneficiente que ocorreu no último final de semana.

Em seu Instagram, Thaila escreveu: “Festa massa de verdade é quando você junta um tanto de gente legal, uma causa social e tem que festar para ajudar o próximo!”

Thaila Ayala e Renato Goes (Foto: Reprodução Instagram)Thaila Ayala e Renato Goes (Foto: Reprodução Instagram)

Ao compartihar os cliques agarradinha com o amado, ela escreveu: “e teve um TANTO de alegria!”

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Luz na passarela: Sheila Mello comemora 20 anos de Nova Loira do Tchan

Sheila Mello (Foto: Reprodução Instagram)O dia em que Sheila Mello foi eleita a Nova Loira do Tchan (Foto: Reprodução)

Há exatos 20 anos, Sheila Mello era eleita a Nova Loira do Tchan, concurso que parou o Brasil com um gigantesco processo de inscrições e votos populares durante o programa “Domingão do Faustão”. Entre homenagens de fãs e lembranças, Sheila falou sobre os momentos mais importantes da carreira.

Você já disse que era fã do É o Tchan quando se inscreveu para o concurso. Acreditava que conseguiria ficar em primeiro lugar?
Sheila Mello: Claro que eu era fã do É o Tchan, como todas as meninas da minha geração apaixonadas por dança. Inclusive já trabalhava e as músicas do Tchan embalavam meu trabalho há muito tempo! Eu não acreditava que ganharia o concurso, entrei para ganhar um carro que as 8 finalistas já teria como premiação, esse era meu objetivo!

Na época, muita gente falou que você foi escolhida apenas porque tinha o nome igual da Carvalho. Isso te incomodava?
SM: Essa fofoca é nova para mim! (risos). Eu sempre achei fantástica a marca que criamos: “As Sheilas”!

Como foi ficar famosa da noite para o dia? O que era mais incrível e a pior parte de ser famosa?
SM: Eu nunca havia pensado em ganhar tanta notoriedade, mas ser leonina e dançarina são atributos de quem ama um palco, a sensação de ser aplaudida pelo seu trabalho é uma das melhores lembranças que levarei dessa passagem. A parte que não foi legal foi perder a liberdade. Por um tempo eu não conseguia fazer coisas triviais… Mas isso ficava tão pequeno perto da magnitude da parte boa!

Quando você venceu, posou para a Playboy. Isso já estava no contrato ou foi consequência? Como foi essa experiência na época?
SM:
Estava na ficha de inscrição, mas nem dei bola, não pensei que ganharia. Só quando o Faustão anunciou meu nome é que me dei conta desta parte. E já precisei assinar o contrato lá mesmo, no camarim. Foi bem difícil, nunca tinha ficado nua nem na frente da minha mãe, tínhamos muito pudor! Mas a equipe foi tão profissional que, no terceiro dia, já estava super à vontade! O difícil foi que toda a sessão de fotos estava sendo coberta pelo “Fantástico”, então não sabia ao certo o que eles estavam filmando. Mas no final eu consegui relaxar.

Sheila Mello (Foto: Reprodução Instagram)Sheila Mello aos 40 (Foto: Reprodução Instagram)

Por que, afinal, você decidiu sair do grupo?
SM:
Eu fiquei cinco anos e meio no grupo, mas tinha muita vontade de voltar a estudar, projetar algo para meu futuro. Enquanto eu estivesse na banda seria impossível estudar. O tempo era 100% do Tchan, por isso eu decidi sair. E não me arrependo! Me formei em Artes Cênicas pela Escola de Teatro Célia Helena, fiz um ano de Educação Física na Unip e migrei para a formação em Bioenergetica pelo IABSP – essa formação foi de 4 anos e é o que eu prospecto para meu futuro, trabalhar nesta área.

Hoje você está de volta. Por quanto tempo? Por que quis voltar?
SM: Não estou exatamente de volta. Fizemos cinco apresentações para homenagear esta data muto importante, tanto para mim como para todos os envolvidos. Fizemos shows em praças específicas, não cai na estrada com a banda novamente, nunca foi o plano. As prioridades da minha vida mudaram, minha filha está em primeiro lugar e não é meu plano passar muito tempo longe dela. Comecei a trabalhar aos 12 anos e sempre soube que quando a maternidade acontecesse na minha vida, meu tempo seria dela. Por isso eu também estou longe do teatro. Esperei 33 anos por essa realização.

Na época você usava roupas bem curtas e hoje está usando figurinos mais comportados no palco. Por que a decisão?
SM: Sempre olhei para minha vida com a devida atenção, vivi bem cada fase: 20 anos, 30 anos e agora que tenho 40, quero estar integrada a todas as minhas verdades e não me sinto bem hoje usando top e shortinho.

A Sheila de 20 anos atrás e de hoje são as mesmas? O que mudou? O que permanece igual?
SM:
A vida está sempre em movimento, nada é estático. E assim eu também vivo, tento fazer projeções. Mas o que eu aprendi com esses anos é, principalmente, aproveitar e ter gratidão pelas oportunidades que lhe são dadas de presente.

Sheila Mello (Foto: Reprodução Instagram)Sheila Mello está recebendo homenagens dos fãs durante o dia inteiro (Foto: Reprodução Instagram)

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Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

A advogada Vivian Ferreira, também integrante da deFEMde, destaca ainda a falta de tempo hábil para a aprovação de uma pauta como essa antes das eleições e o desinteresse do governo Temer na pauta. “A questão é bastante polêmica e o governo está em uma condição complicada do ponto de vista de legitimidade, com baixíssimo índice de aprovação. Não poderia correr o risco de perder o apoio dos setores conservadores, que o sustentam, a poucos meses do processo eleitoral”, diz.

A audiência pública será realizada no plenário da 1ª Turma do Supremo, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, a partir das 8h40.

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Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

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Modelos lutam por contrato legal contra assédio sexual

Modelos lutam por contrato legal contra assédio sexual (Foto: Getty Images)Modelos lutam por contrato legal contra assédio sexual (Foto: Getty Images)

O universo fashion está prestes a sofrer importantes mudanças. Pelo menos é isso que esperam as mais de 100 modelos que assinaram uma carta aberta pedindo maior proteção e responsabilidade por assédio sexual e agressão dentro da indústria da moda. A iniciativa é do grupo de defesa Model Alliance, liderado pela sua fundadora Sara Ziff, e contou com o apoio de importantes modelos como Edie Campbell, Milla Jovovich, Karen Elson e Elliott Sailors.

A iniciativa ganhou força após surgirem uma série de histórias de abusos na indústria fashion, incentivadas pelas denúncias feitas por atrizes contra o produtor cinematográfico Harvey Weinstein, em outubro de 2017. O movimento pede que um contrato intitulado ‘RESPECT Program’ seja juridicamente assinado entre as modelos, agências, designers e editoras para responsabilizar as pessoas pelos maus tratos às modelos. 

A carta assinada pelas modelos diz: 

“RESPECT Program irá além de abordar atos específicos de assédio sexual. Além disso, também procurará promover um ambiente de trabalho que não seja mais um terreno fértil para o abuso. Todas as empresas do nosso setor dizem que abominam o assédio sexual e querem proteger as modelos disso. Acreditamos que, se uma empresa leva a sério a nossa proteção, ela estará disposta a ir além de meras promessas de fazer melhor e adotar padrões aplicáveis.”

Embora ainda nenhuma agência tenha assinado o contrato, em entrevista recente a revista ‘The Cut’, Sara Ziff disse que teve reuniões importantes com elas e recebeu respostas positivas à ação. Outro ponto importante da iniciativa é, além de proteger as modelos contra os assédios, garantir que elas não fiquem na “lista negra”, ou seja, sem trabalhos; sejam pagas no prazo correto e não fiquem endividadas com as agências de alguma forma que as deixem presas à elas.

O programa garante níveis de punições legais de acordo com as ações realizadas que são contraditórias ao que for proposto. Por exemplo, se uma pessoa for considerada assediadora, quem assinou o contrato não poderá nunca mais trabalhar com ela. “É uma forma das empresas individuais se certificarem de que estão em conformidade e que há consequências reais para as pessoas que abusam de seu poder”, disse Ziff.

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