Você veste hip-hop? Costanza Pascolato atesta influência do gênero na moda

O processo criativo por trás das trilhas mais emocionantes da SPFW (Foto: Divulgação)O processo criativo por trás das trilhas mais emocionantes da SPFW (Foto: Divulgação)

Para quem faz hip-hop, falar através da música não é o suficiente – a moda também é forte via de expressão. Criado nos ano 1980, o gênero ultrapassou os limites das pick-ups e viu seu estilo explodir no universo fashion. Constanza Pascolato atesta o boom da cultura urbana.  

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)
Você veste hip hop?  (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)

“Minha educação musical começou aos quatro anos, com meu pai me ensinando a escutar música clássica. Acompanhei a entrada da música negra na cultura ocidental e sei o quanto foi fundamental para todo som que foi produzido até hoje”, comentou a consultora de moda nos bastidores do SPFW

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)
Você veste hip hop? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)

Um exemplo: se você ama usar sneakers e marcas como Adidas, deve saber que a label virou sinônimo do hip-hop graças ao Run DMC (grupo de rap que causou um enorme impacto no desenvolvimento do hip hop), os primeiros a lançar uma coleção de moda icônica logo após o single My Adidas. Essa foi a primeira parceria entre uma grande empresa e o gênero musical, que abriu portas para outros grandes nomes do rap internacional como Kanye West, Pharrell Wiliams, Pusha T e Snoop Dogg.

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)
Você veste hip hop? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)

Os sneakers e os looks esportivos roubam a cena da vez, vide a febre do tênis branco e ugly sneaker que foram parar nas passarelas de grifes tradicionais, como Chanel, Balenciaga e Louis Vuitton.

“Tudo que é novo é filho do hip-hop. Se você olhar em volta, está todo mundo vestindo frutos dessa cultura em várias ocasiões da vida. Música, comportamento e moda: está tudo ligado”, finaliza.

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Você veste hip-hop? Costanza Pascolato atesta influência do gênero na moda

O processo criativo por trás das trilhas mais emocionantes da SPFW (Foto: Divulgação)O processo criativo por trás das trilhas mais emocionantes da SPFW (Foto: Divulgação)

Para quem faz hip-hop, falar através da música não é o suficiente – a moda também é forte via de expressão. Criado nos ano 1980, o gênero ultrapassou os limites das pick-ups e viu seu estilo explodir no universo fashion. Constanza Pascolato atesta o boom da cultura urbana.  

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“Minha educação musical começou aos quatro anos, com meu pai me ensinando a escutar música clássica. Acompanhei a entrada da música negra na cultura ocidental e sei o quanto foi fundamental para todo som que foi produzido até hoje”, comentou a consultora de moda nos bastidores do SPFW

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)
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Um exemplo: se você ama usar sneakers e marcas como Adidas, deve saber que a label virou sinônimo do hip-hop graças ao Run DMC (grupo de rap que causou um enorme impacto no desenvolvimento do hip hop), os primeiros a lançar uma coleção de moda icônica logo após o single My Adidas. Essa foi a primeira parceria entre uma grande empresa e o gênero musical, que abriu portas para outros grandes nomes do rap internacional como Kanye West, Pharrell Wiliams, Pusha T e Snoop Dogg.

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)
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“Tudo que é novo é filho do hip-hop. Se você olhar em volta, está todo mundo vestindo frutos dessa cultura em várias ocasiões da vida. Música, comportamento e moda: está tudo ligado”, finaliza.

Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)Sabia que você veste hip hop e não sabe? (Foto: Renan Olivetti @olivettirenan)

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Sabrina Sato adere ao revival da Saddle bag

Sabrina Sato com sua Saddle bag jeans (Foto: Instagram Sabrina Sato/ Reprodução)Sabrina Sato com sua Saddle bag jeans (Foto: Instagram Sabrina Sato/ Reprodução)

As Saddle bags da Dior já vinham ensaiando um revival desde o ano passado, com celebs como Gigi Hadid e Beyoncé desfilando por aí com seus modelos de arquivo, que por sua vez já vinham ganhando cada vez mais espaço em sites de revenda e brechós online. Antenada com a tendência nostálgica, Maria Grazia Chiuri confirmou o retorno da bolsa criada por John Galliano no começo dos anos 2000 durante a última semana de moda de Paris, quando as novas versões da icônica Saddle bag foram apresentadas com os looks da coleção de inverno 2019 da maison francesa.

Em pouco tempo, a Saddle firmou-se como hit fashionista e cada vez mais celebridades vêm aderindo à tendência: agora foi a vez de Sabrina Sato. Em viagem para Miami, onde foi comprar o enxoval da filha, a apresentadora apostou em um modelo de arquivo, garimpado este ano por seu stylist (e diretor de moda interino da Vogue Brasil) Pedro Sales no famoso brechó Resurrection, em Nova York. A versão jeans, aliás, foi uma das queridinhas de Carrie Bradshaw na terceira temporada de Sex and the City, quando a personagem interpretada por Sarah Jessica Parker ajudou a cimentar as Saddle como it bag absoluta usando diversos modelos ao longo dos episódios.

Carrie Bradshaw e uma de suas Saddle bags, na terceira temporada de Sex and the City (Foto: Divulgação)Carrie Bradshaw e uma de suas Saddle bags, na terceira temporada de Sex and the City (Foto: Divulgação)

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Karina Lucco sobre boa forma: “Faço escolhas saudáveis mesmo quando saio da dieta”

Karina Lucco (Foto: Reprodução/Instagram)Karina Lucco (Foto: Reprodução/Instagram)

Aos 42 anos, Karina Lucco é inspiração fitness no Instagram. Graças à sua excelente forma física, publicações constantes mostrando sua dieta e exercícios e, claro, o fato de ser mãe do cantor sertanejo Lucas Lucco, Karina ganhou milhares de seguidores ávidos para entender como uma mãe de dois filhos tem esse corpo invejável.

“Sempre que tenho oportunidade falo para as minhas seguidores que é preciso ter paciência. Nada acontece do dia para a noite, somos únicas e cada uma tem uma genética. A ideia é ter sempre hábitos saudáveis e praticar atividade física que os resultados vão aparecer”, resume Karina sobre o “segredo” da boa forma. 

E quem pensa que na dieta dela entram alimentos impossíveis de se encontrar ou que necessitam de receitas mirabolantes está muito enganado. Segundo Karina, sua dieta baseia-se em batata doce, frango, patinho moído, peixe, mandioca e batata baroa, além de legumes e vegetais. Já o açúcar e a farinha branca ela evita ao máximo. “Eu não costumo chutar o balde (risos), mas aos finais de semana eu tomo um vinho e como doce zero açúcar. Porém, procuro fazer escolhas mais saudáveis mesmo quando saio da dieta”, comenta. 

Família parceira na rotina de exercícios

Além de uma dieta equilibrada, Karina investe forte em atividade física. “Costumo descansar uma vez por semana, ou no sábado ou no domingo. Duas vezes por semana eu faço pilates e, nos dias restantes, musculação e alguns movimentos de funcional”, explica ela que, sempre que possível, desfruta da companhia do filho primogênito, Lucas, para malhar, especialmente no crossfit.

O marido, o radialista Paulim Lucco, também acompanha Karina nessa rotina: “Meu esposo treina comigo três vezes por semana e agora está cuidando um pouco mais da alimentação”. Já o filho mais novo, Leandro, de acordo com Karina, ama jogar futebol e, às vezes, faz treino de força, mas não é muito chegado em dieta. 

Karina Lucco (Foto: Reprodução/Instagram)Karina Lucco (Foto: Reprodução/Instagram)

Gravidez cedo e relação com o corpo

Karina engravidou de Lucas cedo, aos 15 anos, e, pouco tempo depois, teve Leandro. Ela conta que não foi uma fase fácil para ela e o marido Paulim: “Ah é complicado… Mas graças a Deus tive o apoio da família. Eu e o Paulim tivemos várias dificuldades, mas hoje vendo meus filhos, como são como pessoas, me sinto orgulhosa, pois conseguimos passar valores que eles irão levar para o resto da vida. Os dois são maravilhosos! Para mãe todos os filhos são né?! (risos)”.

Ela conta que, após as duas gravidezes, começou a perceber que precisava se cuidar mais, pois estava insatisfeita com o corpo, especialmente quando procurava um look para sair. “Comecei a praticar exercícios quando era bem jovem, já que tinha passado por duas gestações, mas não cuidava muito da parte da alimentação, eu fazia os meus treinos para poder comer (risos). Porém, há mais ou menos 2 anos, comecei uma dieta mais restrita, os resultados foram aparecendo e passei a me sentir super bem com a saúde e com a autoestima bem melhor do que antes”, revela Karina. 

Mamãe coruja

Karina conta que a sua relação com o filho Lucas Lucco sempre foi muito próxima: “Mesmo com ele tendo ido morar fora aos 16 anos para estudar e fazer trabalhos como modelo, pela Major Model Brasil, eu e o Paulim procuramos estar sempre próximos e isso nunca mudou. Estamos por conta dos filhos 99,9%! (risos). Somos unidos demais, graças a Deus”.

Karina e Lucas Lucco (Foto: Divulgação)Karina e Lucas Lucco (Foto: Divulgação)

Ela conta também que sempre se preocupa com a fama do filho e tenta ajudá-lo a sempre seguir o caminho do bem. “Ajudo o Lucas caminhando junto com ele, estando presente. Eu fico muito preocupada, a fama não é nada fácil! Mas jamais pensei que ele pudesse perder a sua essência. O Lucas não mudou nada, o jeitinho dele é o mesmo (risos)”, conta a mamãe coruja. 

Karina frisa que nunca pensou que pudesse fazer sucesso nas redes sociais como o seu filho, mas que sente-se bem em poder ajudar as pessoas a levar uma vida mais positiva e ativa. “Não imaginei que isso pudesse acontecer, mas como hoje estou buscando levar uma vida saudável e tenho mais de 40 anos, acabo chamando a atenção das pessoas por isso. Fico muito feliz por inspirar muitas mulheres de diferentes idades!”, confessa.

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Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

A advogada Vivian Ferreira, também integrante da deFEMde, destaca ainda a falta de tempo hábil para a aprovação de uma pauta como essa antes das eleições e o desinteresse do governo Temer na pauta. “A questão é bastante polêmica e o governo está em uma condição complicada do ponto de vista de legitimidade, com baixíssimo índice de aprovação. Não poderia correr o risco de perder o apoio dos setores conservadores, que o sustentam, a poucos meses do processo eleitoral”, diz.

A audiência pública será realizada no plenário da 1ª Turma do Supremo, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, a partir das 8h40.

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Agencias de Modelos BH Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

A advogada Vivian Ferreira, também integrante da deFEMde, destaca ainda a falta de tempo hábil para a aprovação de uma pauta como essa antes das eleições e o desinteresse do governo Temer na pauta. “A questão é bastante polêmica e o governo está em uma condição complicada do ponto de vista de legitimidade, com baixíssimo índice de aprovação. Não poderia correr o risco de perder o apoio dos setores conservadores, que o sustentam, a poucos meses do processo eleitoral”, diz.

A audiência pública será realizada no plenário da 1ª Turma do Supremo, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, a partir das 8h40.

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Mariana Weickert sobre dificuldade na amamentação: “Me senti a pior das mães”

Top e saia Chanel (Foto: Gil Inoue)Top e saia Chanel (Foto: Gil Inoue)

Theresa nasceu dois dias depois do aniversário de 36 anos de Mariana Weickert, no dia 19 de fevereiro de 2018, em um parto natural em um hospital de São Paulo. “Estou vivendo o melhor momento da minha vida. Olho para ela e penso como a maternidade pode ser tão linda e absurda, como o amor que sinto é imenso. Tudo parece encaixado. Não tive depressão pós-parto, meu casamento vai bem. Se tivesse adiantado o plano de ser mãe, talvez não estivesse pronta para viver isso com a entrega que tenho hoje. Claro que não tenho mais a energia dos 20 anos para correr atrás de criança, o corpo volta mais devagar… Mas quer saber? Não estou nem aí.”

VIDA REAL
Ainda atenta ao vaivém da bombinha, Mari detalha os primeiros momentos da vida com a pequena. “O parto foi lindo, natural, mas tive muitos, muitos problemas para amamentar.” Explica que a menina nasceu com sucção imatura e no terceiro dia de vida começou a tomar o leite materno – e o industrializado – na mamadeira. “A amamentação foi minha primeira frustração da maternidade”, afirma. “Todo mundo diz que é a coisa mais maravilhosa que existe. Não é. É foda. Me senti a pior das mães, um monstro, porque não tinha leite o suficiente para minha filha”, desabafa. “Quando me entregaram Theresa na maternidade, senti um enorme senso de responsabilidade. Fiquei  tão tensa com essa história do leite que não consegui curti-la. Ficava plugada na máquina de ordenha, não dava banho nem trocava fralda.”

Foi a babá, Nilza, quem a ajudou. “Quando a nenê tinha duas semanas, ela me disse: ‘Viva tua filha’. Aquilo me impactou. No dia seguinte, a agarrei. Foi ali que comecei… [chora]. O amor é uma construção. Para mim, não foi avassalador no primeiro dia”, explica. “Com o tempo, me permiti errar. Hoje, cada minuto que ela passa no meu peito é uma vitória. Tento produzir a maior quantidade possível, dou o meu melhor”, diz, com a mamadeira cheia de leite nas mãos. “Pode até não ser suficiente, mas é tudo o que posso dar.”

Trench coat Burberry (Foto: Gil Inoue)Trench coat Burberry (Foto: Gil Inoue)Mari Weickert e Theresa na casa da apresentadora, no Rio de Janeiro, onde aconteceu a sessão de fotos para Marie Claire (Parca à La Garçonne, Body Hope) (Foto: Gil Inoue)Mari Weickert e Theresa na casa da apresentadora, no Rio de Janeiro, onde aconteceu a sessão de fotos para Marie Claire (Parca à La Garçonne, Body Hope) (Foto: Gil Inoue)Vestido Dolce & Gabbana (Foto: Gil Inoue)Vestido Dolce & Gabbana (Foto: Gil Inoue)

Edição de moda Larissa Lucchese / Produção-executiva Vandeca Zimmermann / Beleza: Daniel Hernandez (MLages) com produtos Chanel (Maquiagem) e Redken (Cabelo) / Styling: André Puertas / Assistente de beleza: Otávio Almeida / Assistentes de fotografia: Shopia Linares, Renato Gonçalves e Paulo Pompeia / Tratamento de imagem: Bruno Rezende

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Por causa ambiental, famosos incentivam desafio “Pare de chupar”

Fernanda Paes Leme (Foto: Reprodução/Instagram)Fernanda Paes Leme (Foto: Reprodução/Instagram)

Nesta semana, diversos famosos como Mateus Solano, Nathalia Dill, Fernanda Paes Leme, Sergio MarroneSheron Menezes, entre outros, participaram da campanha “Pare de Chupar”. O movimento ambiental, inspirado na ideia internacional #stopsucking, da Lonely Whale Foundatio, tem como objetivo sensibilizar e mobilizar a sociedade, empresas e governos a repensarem o consumo de canudos plásticos que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente quando descartados.

A ação vem juntamente com outros movimentos divulgados desde a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no início de junho. Todos os anos, a ONU elege um tema para debater e, em 2018, o escolhido foi “Acabe com a poluição plástica”. Tudo isso porque, segundo dados, em 2050 o oceano vai ter mais plástico do que peixes. No mundo todo são descartados mais de 1 bilhão de canudos plásticos por dia, e 95% dos lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por essa substância, que polui rios e mares e afeta diretamente a vida marinha.

Confira abaixo o vídeo da campanha. E aí, vamos juntos nessa causa?!

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Renata Banhara desabafa: “Meu marido me tirou do convênio por crueldade”

Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)

Eu era casada e estávamos juntos desde 2012. Meu ex-marido foi um excelente companheiro e antes da minha doença a gente nunca brigava. Ele é politizado, estudado, muito fino e éramos uma família feliz: eu, ele, meus dois filhos e a  filha dele.

No final de 2015, comecei a sentir fortes dores de cabeça, até que em fevereiro de 2016, meu rosto derreteu, ficou deformado. Fui a um hospital e disseram que era uma alergia. Só em abril, no hospital Albert Einstein, após passar por diversos patologistas, fui diagnosticada com uma infecção generalizada causada por uma bactéria que estava alojada no dente.

Descobriram que um canal que fiz carregava uma infecção de bactérias há 7 anos. Ela se iniciou na raiz desse dente e ficou alojada no maxilar. Tem uma corrente de oxigenação que leva tudo para a cabeça, perto do cérebro, e levou as bactérias para todo lado.

Fui internada em estado gravíssimo e logo operaram o lado direito. No mesmo final de semana, o lado esquerdo da cabeça e o joelho também passaram por cirurgia. Essa bactéria gosta das juntas do corpo, então tive que fazer várias punções. No ano seguinte, foram idas e vindas do hospital, mas eu ia sozinha, de Uber. Minhas idas ao hospital eram tidas como frescura pelo meu ex-marido.

Fui operada às pressas e, quando voltei para casa, a primeira coisa que meu então marido fez foi jogar todos os remédios fora e dizer que eu não tinha nada. “Inclusive, estou com fome. Quero jantar”, disse ele em seguida. E eu fui para o fogão totalmente anestesiada. Fiz uma sopa para ele, levei na bandeja, com um guardanapo. Quando deitei na cama, ele falou: “Você não vai fazer comida para o seu filho?”. Voltei e fiz de novo. Ovos mexidos e pipoca.

Não comi, não jantei e deitei. Só estou tendo consciência disso agora, porque nunca falei para ninguém. Era eu que precisava de um banho, medicações e comida.

Meus filhos não sabiam de nada. Eles liam sobre a infecção na mídia e eu falava que era mentira, queria protegê-los. Meu filho mais velho estava na fase de prestar vestibular, não queria prejudicá-lo. O caçula foi morar com o pai, Frank Aguiar, quando fui internada pela primeira vez. Já a filha do meu ex foi morar com a mãe, nos Estados Unidos.

Minha doença matou a relação. Ele casou com a Renata Banhara que era útil para a filha dele, nas funções do lar, e nas questões femininas para a sobrevivência dele.

Os abusos eram de todos os tipos. Ele abriu as janelas e falou: “Pula”. Não encostou em mim, só falou para pular. “Você está muito triste”, ele dizia. Antes disso, me consultei com uma psiquiatra. As dores que eu sentia eram tantas que eu queria ir embora, mas não era um caso típico de suícidio.

Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)

A psiquiatra explicou: como a dor era muito forte, nem os calmantes davam conta, era só o desejo de acabar com isso. Depois de mais de três meses com dor, o ser humano corta os neurotransmissores, a serotonina, toda a anfetamina, toda a alegria. Seu cérebro fica preto.

Eu me culpei muito por estar feia, deformada e por ter engordado, mas, quando não estava no hospital, colocava um pijaminha bonito, um brinquinho e fazia as tarefas do lar mesmo com a dor. Olho para trás e vejo que fui vítima de uma grande violência psicológica.

Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)

No começo de 2018, fiquei sabendo por meio de funcionários da nossa casa que, quando eu ficava internada, ele levava uma outra mulher para lá. Eu não culpo a menina.

Depois de uns dias com o coração apertado, olhei nos olhos dele e contei que sabia. Em seguida, ele me deu um soco. Meu filho mais velho estava em casa e me protegeu das agressões. Foi ali que decidi me separar.

Meu ex-marido me tirou do convênio em um ato de crueldade

Descobri em janeiro de 2018, quando fui ao hospital, depois que ele me bateu. Primeiro passei no IML e segui para o pronto socorro, foi aí que avisaram que o convênio tinha sido cortado.

O SUS me atende normal: hospitais cheios e médicos tentando fazer milagre. São clínicos gerais que não atendem meu caso específico, mas me dão paliativos. A primeira vez que fui no pronto-socorro, um monte de gente postou na internet que meu lugar não era ali. Mas meu lugar é ali, sim. Estou desempregada, sem convênio e doente, tenho direito.

Tomo antibióticos, corticóides e calmantes. Tem muito líquido de 2015 para sair ainda, mas as bactérias estão voltando. O lado esquerdo do meu rosto está totalmente concretado. Fiquei com fibromialgia e tenho fortes crises de dor.

Eu sou ativista contra a violência doméstica há muitos anos, mas eu esqueci do principal: o 180. A violência psicológica é muito mais grave que a física. Minha violência física durou 1h40, a psicológica já dura há mais de dois anos e eu nunca vou esquecer. Aos 43 anos, sempre falando sobre violência, esqueci o principal: procurar ajuda.

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Renata Banhara desabafa: “Meu marido me tirou do convênio por crueldade”

Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)

Eu era casada e estávamos juntos desde 2012. Meu ex-marido foi um excelente companheiro e antes da minha doença a gente nunca brigava. Ele é politizado, estudado, muito fino e éramos uma família feliz: eu, ele, meus dois filhos e a  filha dele.

No final de 2015, comecei a sentir fortes dores de cabeça, até que em fevereiro de 2016, meu rosto derreteu, ficou deformado. Fui a um hospital e disseram que era uma alergia. Só em abril, no hospital Albert Einstein, após passar por diversos patologistas, fui diagnosticada com uma infecção generalizada causada por uma bactéria que estava alojada no dente.

Descobriram que um canal que fiz carregava uma infecção de bactérias há 7 anos. Ela se iniciou na raiz desse dente e ficou alojada no maxilar. Tem uma corrente de oxigenação que leva tudo para a cabeça, perto do cérebro, e levou as bactérias para todo lado.

Fui internada em estado gravíssimo e logo operaram o lado direito. No mesmo final de semana, o lado esquerdo da cabeça e o joelho também passaram por cirurgia. Essa bactéria gosta das juntas do corpo, então tive que fazer várias punções. No ano seguinte, foram idas e vindas do hospital, mas eu ia sozinha, de Uber. Minhas idas ao hospital eram tidas como frescura pelo meu ex-marido.

Fui operada às pressas e, quando voltei para casa, a primeira coisa que meu então marido fez foi jogar todos os remédios fora e dizer que eu não tinha nada. “Inclusive, estou com fome. Quero jantar”, disse ele em seguida. E eu fui para o fogão totalmente anestesiada. Fiz uma sopa para ele, levei na bandeja, com um guardanapo. Quando deitei na cama, ele falou: “Você não vai fazer comida para o seu filho?”. Voltei e fiz de novo. Ovos mexidos e pipoca.

Não comi, não jantei e deitei. Só estou tendo consciência disso agora, porque nunca falei para ninguém. Era eu que precisava de um banho, medicações e comida.

Meus filhos não sabiam de nada. Eles liam sobre a infecção na mídia e eu falava que era mentira, queria protegê-los. Meu filho mais velho estava na fase de prestar vestibular, não queria prejudicá-lo. O caçula foi morar com o pai, Frank Aguiar, quando fui internada pela primeira vez. Já a filha do meu ex foi morar com a mãe, nos Estados Unidos.

Minha doença matou a relação. Ele casou com a Renata Banhara que era útil para a filha dele, nas funções do lar, e nas questões femininas para a sobrevivência dele.

Os abusos eram de todos os tipos. Ele abriu as janelas e falou: “Pula”. Não encostou em mim, só falou para pular. “Você está muito triste”, ele dizia. Antes disso, me consultei com uma psiquiatra. As dores que eu sentia eram tantas que eu queria ir embora, mas não era um caso típico de suícidio.

Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)

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Eu me culpei muito por estar feia, deformada e por ter engordado, mas, quando não estava no hospital, colocava um pijaminha bonito, um brinquinho e fazia as tarefas do lar mesmo com a dor. Olho para trás e vejo que fui vítima de uma grande violência psicológica.

Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)

No começo de 2018, fiquei sabendo por meio de funcionários da nossa casa que, quando eu ficava internada, ele levava uma outra mulher para lá. Eu não culpo a menina.

Depois de uns dias com o coração apertado, olhei nos olhos dele e contei que sabia. Em seguida, ele me deu um soco. Meu filho mais velho estava em casa e me protegeu das agressões. Foi ali que decidi me separar.

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Descobri em janeiro de 2018, quando fui ao hospital, depois que ele me bateu. Primeiro passei no IML e segui para o pronto socorro, foi aí que avisaram que o convênio tinha sido cortado.

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Tomo antibióticos, corticóides e calmantes. Tem muito líquido de 2015 para sair ainda, mas as bactérias estão voltando. O lado esquerdo do meu rosto está totalmente concretado. Fiquei com fibromialgia e tenho fortes crises de dor.

Eu sou ativista contra a violência doméstica há muitos anos, mas eu esqueci do principal: o 180. A violência psicológica é muito mais grave que a física. Minha violência física durou 1h40, a psicológica já dura há mais de dois anos e eu nunca vou esquecer. Aos 43 anos, sempre falando sobre violência, esqueci o principal: procurar ajuda.

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