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Para Picasso, com amor: Diana Widmaier-Picasso relembra a relação do pintor com sua avó

A obra O Sonho (1932), um retrato da amante (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)A obra O Sonho (1932), um retrato da amante (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)

Quando era criança, havia uma pintura em nossa casa, em Paris, que eu amava. Hoje, ela é conhecida como Maya com Boneca – mas, para mim, embora fosse extraordinária, era apenas um desenho da minha mãe. “Seu avô era um pintor”, ela dizia, toda vez que o assunto da tela, uma das muitas espalhadas pelos cômodos, surgia. Mas foi só quando entrei na escola e comecei a ouvir comentários sobre meu avô, que entendi o que significava a palavra eufemismo. Ele tinha sido muito mais que um pintor: era uma figura definitiva da arte do século 20 – e, como eu aprenderia depois de anos de estudo, um gênio. Essa revelação moldaria o curso da minha vida.

Quando Picasso morreu, em 1973 – um ano antes do meu nascimento –, deixou 45 mil obras, sem contar os objetos pessoais e as correspondências. Mas foi apenas há uma década que comecei a revisitar essas relíquias na tentativa de aprender um pouco mais sobre ele. Visitei museus pelo mundo; mas os maiores tesouros que descobri pertenciam à minha própria família: das cartas apaixonadas dele para minha falecida avó, Marie-Thérèse Walter (1909-1977), às fotografias tiradas durante as férias na Riviera.

À medida em que minha pesquisa progredia, ficava claro que todos os anos da vida dele foram incríveis – mas um deles se destacou em termos de criatividade: o de 1932. A exposição histórica na Tate Modern, Picasso 1932: Love, Fame and Tragedy, celebrou os 365 dias em que ele pintou algumas de suas mais importantes obras, a maioria delas inspirada em minha avó. Agora, mais de 80 anos depois, a mostra volta a ser exibida na Tate Modern.

Marie-Thérèse aos 19 anos com o cachorro de sua mãe. (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)Marie-Thérèse aos 19 anos com o cachorro de sua mãe. (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)

Picasso acreditava que a pintura era sua maneira de criar um diário – e, para aqueles que conseguem fazer essa leitura, as telas desse período contam uma grande história de amor. Meus avós se conheceram em uma manhã fria de janeiro de 1927, do lado de fora das Galeries Lafayette – mas ele sempre disse ter sonhado com ela antes desse encontro. Nos meses que antecederam a esse dia, uma menina com um perfil grego começou a aparecer em seu trabalho. De repente, ela surgiu em carne e osso: uma musa de cabelos louros e olhos azuis.

Marie-Thérèse tinha apenas 17 anos e era uma garota burguesa que morava com a família em Maisons-Alfort, no sudeste de Paris. Ela tinha ido à capital francesa para comprar uma estola de pele. Picasso, então com 45 anos, caminhou em sua direção, disse seu nome e pediu para fazer um retrato dela. A jovem não tinha ideia de quem era ele, apenas ficou lisonjeada com um artista chamando-a de linda. Foi somente depois de ver em uma livraria reproduções do trabalho dele que ela concordou em visitar seu estúdio, na Rue la Boétie, alguns dias depois. Em duas semanas, começou o affair.

A relação não foi fácil. Picasso, 28 anos mais velho que ela, era casado com Olga Koklova, integrante do corpo de baile dos Ballets Russes de Diaghilev. Olga sofria de um distúrbio nervoso, sem falar no ciúme patológico provocado pelas infidelidades do marido. O casal se conheceu em 1917, quando ele criou o cenário para o vanguardista balé Parade, de Jean Cocteau, encenado pela companhia de Diaghilev. Em 1927, Picasso e Olga estavam morando juntos em um apartamento em cima de seu estúdio com o filho, Paulo, mas o casamento já não ia bem.

Marie-Thérèse com a filha Maya, em 1941 (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)Marie-Thérèse com a filha Maya, em 1941 (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)

Naqueles primeiros dias, ele visitou Marie-Thérèse na casa de seus pais, no campo, pintando-a em um galpão no jardim; ela também viajou até Paris para visitá-lo, escondendo-se no stúdio, no qual a entrada de Olga não era permitida. A mãe da jovem, solteira por muitos anos, ficou tão encantada pelo artista quanto a filha, permitindo que eles permanecessem sozinhos. Nas obras desse período, Picasso apenas se refere à amante por um código. Ele ainda não ousaria revelar sua real identidade. Frequentemente, ela aparece como um monograma: MT entrelaçado ao P.

Contudo, se o rosto de minha avó estava escondido, sua influência no estilo de Picasso é clara desde o início. À medida em que o romance progredia, as formas geométricas desapareciam. Em seu lugar, entraram curvas sensuais, envoltas em violeta, amarelo e escarlate. Para ele, a amante tornou-se um símbolo de renascimento e fecundidade. Os tons não poderiam ser mais diferentes que os das sóbrias pinturas de sua mulher. Em Retrato de Olga em Cadeira de Braço, ela posa vestida modestamente, contemplando o observador, em um estilo reminiscente das pinturas neoclássicas.

Em 1928, Picasso já não aguentava mais ficar longe de Marie-Thérèse. Quando alugou uma casa na Bretanha para passar o verão com Olga e Paulo, também encontrou um jeito para que a amante ficasse nas redondezas, em um acampamento de férias. Sempre que podia fugir, ele a levava para a praia. Seus dias na costa inspiraram a primeira série de pinturas fortemente abstratas – altamente provocativas e sensuais. No ano seguinte, as crescentes tensões entre a mulher e Marie-Thérèse tornaram-se o tema central de suas obras. A raiva de Olga manifestava-se em pinceladas fortes, com corpos contorcidos e rostos que demonstravam dor.

Em 1930, ele decidiu se mudar para um castelo em Boisgeloup, a uma hora de Paris. Nos estábulos antigos, construiu um estúdio onde poderia esculpir minha avó, trabalhando principalmente com gesso. Foi ali, em uma série de bustos monumentais, que as formas singulares de Marie-Thérèse tornaram-se claras pela primeira vez. O amor por sua musa se intensificou quando ela remava no Rio Marne e quase se afogou, contraindo uma doença transmitida pela água que a deixaria muito magra e temporariamente sem cabelo. A jovem que ele achava ser sua salvadora agora precisava ser salva. Ele a pintava obsessivamente como banhista e ninfa: nadando, se afogando e sendo puxada para fora da água.

Em 1932, cinco anos depois de meus avós se conhecerem, Picasso ganhou sua primeira retrospectiva na Galeria Georges Petit, em Paris, consolidando sua posição como o maior artista vivo do mundo. No coração da mostra havia uma série de retratos nus de Marie-Thérèse. A amante de Picasso, que assombrava o casamento dele com Olga fazia anos, finalmente tinha uma forma física que todos podiam ver. Foi a gota d’água. Olga deixou o apartamento na Rue la Boétie para sempre, em 1934.

Na véspera de Natal daquele mesmo ano, minha avó disse a Picasso que estava grávida. Foi um momento maravilhoso e terrível ao mesmo tempo, obrigando-o a pedir um custoso divórcio de Olga. Para manter as aparências, ele alugou casas vizinhas para si e Marie-Thérèse, em Paris, em vez de ir morar com ela imediatamente. Em 5 de setembro de 1935, minha mãe nasceu, com seus cabelos e olhos escuros, como os de Picasso. Ele a chamou María de la Concepción – Maya em sua abreviação – em homenagem à sua amada irmã, que morreu de difteria quando ele tinha 14 anos. O nascimento de minha mãe e o divórcio traumático provocaram tamanha mudança na vida do artista, que abandonou a pintura por um ano, passando a escrever poesia em meio aos deveres paternos. As únicas obras que fez nesse ano foram retratos da família: fotos artisticamente compostas de Marie-Thérèse após o nascimento de Maya; aquarelas da criança adormecida no berço; esboços da mãe amamentando de robe e chinelos. As cenas são sempre domésticas e comuns, mas é possível sentir a intensa admiração de Picasso pelas duas.

No outono de 1937, ele se mudou com a família para Le Tremblay-sur-Mauldre. Uma década depois do primeiro encontro, Marie-Thérèse finalmente compartilhava uma casa com Picasso – mas ele já havia conhecido sua próxima amante e musa, a fotógrafa surrealista Dora Maar. Após a explosão da Guerra Civil da Espanha, que o motivou a retomar a pintura, foi novamente a Marie-Thérèse que se voltou em busca de inspiração. Em sua obra-prima Guernica, ela – sempre um símbolo de esperança e paz para Picasso – é a modelo para, pelo menos, três personagens.

Em 1939, meu avô se mudou para um estúdio, na Rive Gauche, em Paris, onde viveria até o fim da guerra, deixando Marie-Thérèse e Maya em relativa segurança no interior da França. Quando minha mãe e minha avó voltaram para a capital, Picasso as visitava todas as semanas – mesmo quando embarcou em uma relação com outra amante, depois de Dora.

Picasso, em 1933, com sua obra Nu, Folhas Verdes e Busto, clicado por Cecil Beaton. (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)Picasso, em 1933, com sua obra Nu, Folhas Verdes e Busto, clicado por Cecil Beaton. (Foto: © Succession Picasso/Dacs London, 2018, © The Cecil Beaton Studio Archive At Sotheby’s e © Archives Maya Widmaier-Ruiz-Picasso)

Hoje, mais de 40 anos após sua morte, ele permanece como uma figura definitiva em minha vida. Minha mãe, com 82 anos, vive no noroeste da França, cercada por obras do pai e pelas memórias que ela me transmitiu, entre elas a de visitar o estúdio em Nice para ajudá-lo a pintar, ao longo da década de 50. Da minha parte, sinto o peso da responsabilidade de proteger o seu legado, enquanto catalogo e exponho suas obras – mas também uma profunda gratidão pela conexão pessoal que tenho com ele. Às vezes, sou surpreendida por quanto me pareço com figuras de suas pinturas: os olhos arredondados e o perfil que herdei da minha avó me refletem em suas obras.

Quanto a Marie-Thérèse, ela morreu em 1977, quatro anos depois de Picasso, mas não antes de ter seu nome gravado em uma pequena placa de bronze, colocada ao lado da sepultura dele, perto de Aix-en-Provence; um testemunho do papel transformador da minha avó na obra do artista. O trabalho, esculpido a partir de um molde de gesso, feito no calor do amor, no início do verão em Boisgeloup, ainda o protege. Como sempre, ela é a sua luz, que o ilumina na escuridão.

Tate Modern: Bankside, Londres. Até 9 de setembro

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Seis modelos diferentes de jeans para aposentar o skinny

Aposente o skinny e aposte em outras modelagens de jeans (Foto: Imaxtree)Aposente o skinny e aposte em outras modelagens de jeans (Foto: Imaxtree)

Depois de reinar unânime, o skinny sai um pouco de cena para dar espaço a diferentes shapes – que vão desde da pantalona mais larga até modelos com ares vintage, inspirados nos anos 90. Confira seis modelos que são sucesso no street style e se inspire para montar diferentes produções.


Depois de reinar unânime, o skinny sai um pouco de cena para dar espaço a diferentes shapes – que vão desde da pantalona mais larga até modelos com ares vintage, inspirados nos anos 90 . Confira seis modelos que são sucesso no street style e se inspire para montar diferentes produções.


1. Jeans mom
A modelagem mom se inspira nos jeans femininos típicos do final dos anos 80 e início dos 90. O nome é uma brincadeira, fazendo referências às mamães dos millenials que usavam o modelo na época. De formato cenoura ,a cintura é alta e a peça cai justa do cós até a parte inferior dos glúteos e afunila levemente nas pernas . O tecido é mais rígido e a barra cai um pouco acima do tornozelo. Para adotar: combine com camisetas estampadas por dentro da calça para um look mais vintage. Aproveite a cintura mais alta para usar também com tops cropped.

O jean O jean “mom” (Foto: Imaxtree)

2. Jeans dad
Na mesma pegada do jeans “mãe” o dad jeans lembra os modelos do típico pai americano. A cintura é de média a alta, o cós é naturalmente mais baixo. A lavagem é tipicamente mais clara e o modelo fica mais folgado nas pernas. Vale usar com tênis ou sneaker, mas para não deixar a estética tão datada e masculina, combine com bota ou saltos médios.

O jeans O jeans “dad” tem uma pegada vintage (Foto: Imaxtree)

3. Flare 7/8
Um híbrido do flare com o cropped, o modelo apareceu em peso nas passarelas e não demorou para tomar conta do street style. Diferente do primo de barra mais longa, o flare 7/8 coloca o sapato mais em evidência. Na hora de montar o look, portanto, invista em calçados mais elaborados. Vale tudo, desde flats coloridas, passando por sneakers até botas de cano médio.

O modelo flare 7/8 (Foto: Imaxtree)O modelo flare 7/8 (Foto: Imaxtree)

4. Boca larga
É a pantalona em versão denim. Comprida ou não, o item é folgado em todo o comprimento. Na hora de adotar, pense nas proporções e invista em camisas ou camisetas mais próximas ao corpo, para equilibrar o look.

A pantalona em versão denim (Foto: Imaxtree)A pantalona em versão denim (Foto: Imaxtree)

5. Boyfriend
A versão “emprestada” do namorado, com modelagem mais masculina já é conhecida de muitos guarda-roupas. Com cós baixo e folgado no quadril, o modelo é mais relax e ganha ares femininos com a barra dobrada. Apesar da estética menos formal, ele funciona igualmente bem em looks mais sóbrios. Troque o tênis por um escarpin ou salto alto e combine com um blazer de alfaiataria, por exemplo.

O jeans boyfriend tem uma pegada mais relax (Foto: Imaxtree)O jeans boyfriend tem uma pegada mais relax (Foto: Imaxtree)

6. Básico reto
O jeans “normcore” dispensa lavagens muito elaboradas e tem cintura é média. O truque de styling das ruas – que funciona principalmente para as baixinhas – é dobrar a barra excedente para fora, deixando o interior do jeans à mostra. Para a parte de cima, vale tudo, desde moletom até camisa de seda.

A calça jeans normcore com boca reta (Foto: Imaxtree)A calça jeans normcore com boca reta (Foto: Imaxtree)

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Negra, Miss SP encoraja uso do cabelo afro em cidade do interior

Sabrina de Paiva conquistou o Miss São Paulo (Foto: Divulgação)Sabrina de Paiva conquistou o Miss São Paulo (Foto: Divulgação)

Sabrina de Paiva bateu de porta em porta no comércio de Caconde, interior paulista, para comprar o vestido que seria usado no maior concurso de beleza do estado. Aos 20 anos de idade, após deixar sua cidade natal, a jovem veio para a capital realizar o sonho de ser eleita a nova Miss São Paulo, quebrando barreiras raciais por ser uma das poucas negras a vencer a competição. “Esperava ficar entre as cinco [primeiras colocadas]. Foi uma emoção muito boa. Sensação de que valeu a pena tudo o que fiz”, afirmou à Marie Claire.


Mas ao contrário do que se pode imaginar, seu reinado como miss não a isentou de continuar trabalhando duro. Sabrina, após o concurso, manteve praticamente a mesma rotina de antes, não largou o emprego para poder se sustentar, nem desfruta de muitas regalias por conta da fama repentina. “Ainda trabalho como vendedora em uma butique e faço fotografia [como modelo]”.


Sabrina se divide em três cidades para dar conta da rotina. Mora em Caconde, trabalha em São José do Rio Pardo e estuda publicidade em Guaxupé. Ela é o espelho de milhares de brasileiras que lutam para conquistar uma vida melhor, e que apostam na criatividade para bancar os sonhos. “Ia do trabalho para a faculdade todos os dias”. E foi na universidade que teve a ideia buscar financiamento para custear os gastos com o concurso.


“Fiz um ‘livro de ouro’, que é onde você escreve seus objetivos [e pede doações]. No início, comecei pelo comércio. Alguns me ajudavam com roupas, e depois passei a ir às casas”, afirmou. Sua família deu todo o apoio para não desistir. “Minha mãe me acompanhou nesse processo todo”.

Miss São Paulo usou o cabelo natural durante o concurso (Foto: Divulgação)Miss São Paulo usou o cabelo natural durante o concurso (Foto: Divulgação)

NEGRA
O concurso ganhou repercussão nacional por entregar a coroa a uma negra que decidiu valorizar a cultura afrodescente com um penteado black power durante a disputa. “Deixei o cabelo natural, sim, ele é parte da minha identidade. Não iria chegar lá sem meu cabelo, é parte de mim. Seria como ir sem minha perna”.


A atitude de Sabrina causou impacto não somente nas redes sociais, onde viralizou e ganhou muitos elogios, mas em seu próprio município. “Na minha cidade, as pessoas estão começando a usar o cabelo solto [natural]. Em uma ocasião, uma mulher, também negra, se aproximou para lhe parabenizar. “Você está representando minha cultura. Sua vitória é a nossa vitória”.


Em outra oportunidade, a Miss notou a mudança inclusive entre as crianças. “Vi duas mulheres conversando na feira, e uma delas falou para a outra quando viu a filha balançando o cabelo: ‘nossa, filha o que você está fazendo?’. E a menina respondeu. ‘Estou fazendo como a miss São Paulo’. Então, estou vendo essa repercussão.”, afirmou.


Sua representatividade, no entanto, não se restringe somente às negras. Um de seus objetivos é exatamente mostrar que há beleza em toda a diversidade. “Semana passada, estava na minha cidade e fui nas escolas. Uma menina [branca] entregou uma cartinha e nela estava escrita que se sentia feia. Eu lhe disse que não era verdade”.

Sabrina de Paiva malha diariamente para manter a forma (Foto: Divulgação)Sabrina de Paiva malha diariamente para manter a forma (Foto: Divulgação)

PRÓXIMOS PASSOS
A disputa do Miss São Paulo reuniu 30 mulheres de várias cidades paulistas em uma casa de shows da capital no dia 28 de maio. A final do concurso anunciou Sabrina em primeiro lugar, a Miss Ribeirão Preto, Marina Andrade Lemos, em segundo e, em terceiro, a representante da cidade de Americana, Tayná Correia Pereira.


O próximo passo da vencedora da competição será representar o estado na etapa nacional do concurso. “Agora estou me preparando para o Miss Brasil, daqui a três meses”, disse. Para estar em forma na noite da coroação, Sabrina não mede sacrifícios. “Malho todo dia, faço musculação e aeróbica (sic.). Tiro carboidratos da alimentação, e principalmente, os doces, que é o que mais gosto. Sou uma formiga”, concluiu.

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