Maquiagem para pele negra: da base ao batom nude, saiba como escolher a sua

Daniele Da Mata é maquiadora profissional especialista em pele negra (Foto: Divulgação)Daniele Da Mata é maquiadora profissional especialista em pele negra (Foto: Divulgação)

Uma das maiores dúvida das mulheres de pele negra quando o assunto é maquiagem é: como escolher uma base. “É a pergunta que eu mais ouço”, disse Daniele da Mata,  maquiadora profissional, que conversou para tirar dúvidas e dar muitas dicas sobre o tema.

O primeiro passo é encontrar seu subtom de pele. “Essa é uma informação que as meninas não sabem muito, se você encontra o seu subtom, você acha sua base ideal”, explica Dani.

O subtom de pele é dividido em amarelo, vermelho e azul, que define se sua pele é quente ou fria. “As mulheres negras brasileiras tendem a ter a pele mais para o amarelo e vermelho, mas isso depende muito de região para a região; em Salvador e Sul de Minas, por exemplo, muitas costumam ter o subtom frio”, diz a maquiadora.

Para escolher a base certa para a pele negra você tem que descobrir seu subtom (Foto: Unsplash)Para escolher a base certa para a pele negra você tem que descobrir seu subtom (Foto: Unsplash)

Se você não sabe o subtom, a dica da Dani é observar as pessoas da sua família. “Tem índio, pessoas de pele retinta, de qual região da África seus avós vieram… isso ajuda muito. Outra dica é ir na loja e testar tudo para observar qual tom vai desaparecer entre o seu queixo, o pescoço e colo”, explica Dani. E na hora de testar, nada de passar a base na mão ou no braço, o teste deve ser feito direto no rosto.

Agora que você sabe isso, qual a única coisa que a mulher de pele negra deve evitar? base mais clara. “Porque deixa a pele mais acizentada e qualquer coisa que você coloca em cima fica pior”, diz Dani.

“A mulher negra pode usar tudo”, diz a maquiadora profissinal Dani Da Mata (Foto: Unsplash)

A maquiadora chamou atenção para um componente presente na maquiagem. “Tem que tomar cuidado com um componente que é o titânio, ele é um corante branco que estoura em todas as peles, então quanto mais tiver, mais ele vai evidenciar na pele negra. Não vai vir escrito ‘não use titânio’, mas só de você esfregar, já vai dar para perceber se o amarelo é de verdade, tipo um ocre, ou ele é meio esbranquiçado, que aí não vai servir para pele negra”, afirma Dani.

E O CORRETIVO?

Se você encontrou sua base, vai encontrar o corretivo, o pó, iluminador, blush, tudo!
“Existem três tipo de corretivo: de iluminação, de camuflagem, que deixa com cara de bonita só, e o que neutraliza, que são aqueles coloridos que esconde manchas e espinhas”, diz Dani.

A maquiadora Dani conta que para o dia a dia é melhor evitar a sombra prata (Foto: Reprodução / Instagram)A maquiadora Dani conta que para o dia a dia é melhor evitar a sombra prata (Foto: Reprodução / Instagram)

PRATA OU DOURADO?

“Prata está proibido para qualquer ser humano”, brinca ela. “É difícil de trabalhar em maquiagem social, que é a do dia a dia. Quando é passarela ou publicidade, ela funciona porque você consegue direcionar as luzes para aquele olho e tonalidade, quando não tem isso, a sombra prata não dá textura para o olho, fica uma cor chapada”, explica.

Para exemplificar quando o uso da sombra prata cai super bem, Dani lembrou do clipe de “I Like That” da cantora Janelle Monáe. “No dia a dia o melhor é usar pratas com misturinhas de marrom, para a pele negra é melhor, não deixa de ser prata, mas se aproxima ao tom da pele”, diz Dani.

O dourado fica bonito na pele negra porque é do subtom. “Por isso que é incrível, mas tentamos sair um pouco disso e usar outras cores. Tem muitas meninas negras que não usam sombra marrom, mas devemos usar sim. Todas as cores são possíveis, desde que você esfume bem e use uma de acordo com seu subtom de pele”, conta Dani.

BATOM NUDE PODE?

O subtom vai definir qual o batom nude certo para a pele negra. “É só você respeitar a cor do seu lábio, você pode fazer um contorno, deixar mais rosado ou vermelho, mas o ideal é respeitar a cor da sua boca”, explica Dani.

A mulher negra pode usar tudo, resume. “Não existe uma regra, para mim influencia o humor e a roupa que eu estou, mas temos que nos permitir testar, entrar em uma loja e ousar”.

Dani tem uma escola de maquiagem especializada em pele negra, a DaMata Make UP (Foto: Divulgação)Dani tem uma escola de maquiagem especializada em pele negra, a DaMata Make UP (Foto: Divulgação)

HIDRATAÇÃO JÁ!

Professora na escola DaMata Make UP, Dani diz que o que as mulheres negras devem fazer é hidratar a pele. “A pele negra tende a ser mais oleosa e é um benefício que a gente tem, dá um viço bonito e não vai envelhecer tão rápido“, diz.

A maquiadora aconselha a controlar a oleosidade em áreas-chave. “Geralmente o nariz, testa e queixo, e deixar o brilho natural nas outras áreas. A gente ficou tão acostumada a usar produtos matte que parece que não hidratamos a pele. Você pode ficar seca, mas tem que usar hidratante.”

A pele negra também precisa de hidratação, use produtos hidratantes e água termal (Foto: Reprodução / Instagram)A pele negra também precisa de hidratação, use produtos hidratantes e água termal (Foto: Reprodução / Instagram)

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Maquiagem para pele negra: da base ao batom nude, saiba como escolher a sua

Daniele Da Mata é maquiadora profissional especialista em pele negra (Foto: Divulgação)Daniele Da Mata é maquiadora profissional especialista em pele negra (Foto: Divulgação)

Uma das maiores dúvida das mulheres de pele negra quando o assunto é maquiagem é: como escolher uma base. “É a pergunta que eu mais ouço”, disse Daniele da Mata,  maquiadora profissional, que conversou para tirar dúvidas e dar muitas dicas sobre o tema.

O primeiro passo é encontrar seu subtom de pele. “Essa é uma informação que as meninas não sabem muito, se você encontra o seu subtom, você acha sua base ideal”, explica Dani.

O subtom de pele é dividido em amarelo, vermelho e azul, que define se sua pele é quente ou fria. “As mulheres negras brasileiras tendem a ter a pele mais para o amarelo e vermelho, mas isso depende muito de região para a região; em Salvador e Sul de Minas, por exemplo, muitas costumam ter o subtom frio”, diz a maquiadora.

Para escolher a base certa para a pele negra você tem que descobrir seu subtom (Foto: Unsplash)Para escolher a base certa para a pele negra você tem que descobrir seu subtom (Foto: Unsplash)

Se você não sabe o subtom, a dica da Dani é observar as pessoas da sua família. “Tem índio, pessoas de pele retinta, de qual região da África seus avós vieram… isso ajuda muito. Outra dica é ir na loja e testar tudo para observar qual tom vai desaparecer entre o seu queixo, o pescoço e colo”, explica Dani. E na hora de testar, nada de passar a base na mão ou no braço, o teste deve ser feito direto no rosto.

Agora que você sabe isso, qual a única coisa que a mulher de pele negra deve evitar? base mais clara. “Porque deixa a pele mais acizentada e qualquer coisa que você coloca em cima fica pior”, diz Dani.

“A mulher negra pode usar tudo”, diz a maquiadora profissinal Dani Da Mata (Foto: Unsplash)

A maquiadora chamou atenção para um componente presente na maquiagem. “Tem que tomar cuidado com um componente que é o titânio, ele é um corante branco que estoura em todas as peles, então quanto mais tiver, mais ele vai evidenciar na pele negra. Não vai vir escrito ‘não use titânio’, mas só de você esfregar, já vai dar para perceber se o amarelo é de verdade, tipo um ocre, ou ele é meio esbranquiçado, que aí não vai servir para pele negra”, afirma Dani.

E O CORRETIVO?

Se você encontrou sua base, vai encontrar o corretivo, o pó, iluminador, blush, tudo!
“Existem três tipo de corretivo: de iluminação, de camuflagem, que deixa com cara de bonita só, e o que neutraliza, que são aqueles coloridos que esconde manchas e espinhas”, diz Dani.

A maquiadora Dani conta que para o dia a dia é melhor evitar a sombra prata (Foto: Reprodução / Instagram)A maquiadora Dani conta que para o dia a dia é melhor evitar a sombra prata (Foto: Reprodução / Instagram)

PRATA OU DOURADO?

“Prata está proibido para qualquer ser humano”, brinca ela. “É difícil de trabalhar em maquiagem social, que é a do dia a dia. Quando é passarela ou publicidade, ela funciona porque você consegue direcionar as luzes para aquele olho e tonalidade, quando não tem isso, a sombra prata não dá textura para o olho, fica uma cor chapada”, explica.

Para exemplificar quando o uso da sombra prata cai super bem, Dani lembrou do clipe de “I Like That” da cantora Janelle Monáe. “No dia a dia o melhor é usar pratas com misturinhas de marrom, para a pele negra é melhor, não deixa de ser prata, mas se aproxima ao tom da pele”, diz Dani.

O dourado fica bonito na pele negra porque é do subtom. “Por isso que é incrível, mas tentamos sair um pouco disso e usar outras cores. Tem muitas meninas negras que não usam sombra marrom, mas devemos usar sim. Todas as cores são possíveis, desde que você esfume bem e use uma de acordo com seu subtom de pele”, conta Dani.

BATOM NUDE PODE?

O subtom vai definir qual o batom nude certo para a pele negra. “É só você respeitar a cor do seu lábio, você pode fazer um contorno, deixar mais rosado ou vermelho, mas o ideal é respeitar a cor da sua boca”, explica Dani.

A mulher negra pode usar tudo, resume. “Não existe uma regra, para mim influencia o humor e a roupa que eu estou, mas temos que nos permitir testar, entrar em uma loja e ousar”.

Dani tem uma escola de maquiagem especializada em pele negra, a DaMata Make UP (Foto: Divulgação)Dani tem uma escola de maquiagem especializada em pele negra, a DaMata Make UP (Foto: Divulgação)

HIDRATAÇÃO JÁ!

Professora na escola DaMata Make UP, Dani diz que o que as mulheres negras devem fazer é hidratar a pele. “A pele negra tende a ser mais oleosa e é um benefício que a gente tem, dá um viço bonito e não vai envelhecer tão rápido“, diz.

A maquiadora aconselha a controlar a oleosidade em áreas-chave. “Geralmente o nariz, testa e queixo, e deixar o brilho natural nas outras áreas. A gente ficou tão acostumada a usar produtos matte que parece que não hidratamos a pele. Você pode ficar seca, mas tem que usar hidratante.”

A pele negra também precisa de hidratação, use produtos hidratantes e água termal (Foto: Reprodução / Instagram)A pele negra também precisa de hidratação, use produtos hidratantes e água termal (Foto: Reprodução / Instagram)

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Negras empreendedoras: a empresária que desenvolveu maquiagem para negras

Rosane Terraggo (Foto: Divulgação)Rosane Terraggo (Foto: Divulgação)

Já comentei aqui como é comum no Brasil mulheres negras se queixarem da ausência de cosméticos que se encaixem no seu padrão estético, mas isso não impediu Rosane Terraggo de criar uma série de produtos acessíveis para diferentes tonalidades de mulheres negras. Segundo ela, a inspiração veio da própria maquiagem usada por Michelle Obama. Depois de escutar que existia a marca Black Opal com bases de 8 dólares e que a ex-primeira dama usava esses produtos no seu dia a dia, Rosane entendeu que precisava de algo parecido na loja que já administrava. Então criou sua própria linha de Divas Bllack, com bases para mulheres negras de diferentes tons a preço super acessíveis.

Sua ideia, que parece simples hoje, vai além: há pó translúcido, sombras, iluminador, gloss e pigmentos. Ela investe no marketing pelas redes sociais, ampliando cada vez mais a dimensão dos seus negócios para além da região sul do país. Por esses motivos Rosane é nossa entrevista para nossa série #negrasemprendedoras.

O que te motivou a se tornar uma emprendedora?
Rosane Terraggo:
Casei e fui mãe muito cedo, aos 17 anos, por isso concluí o ensino superior um pouco mais tarde. Os estudos na Unisinos, no Rio Grande do Sul,  fizeram com que ficasse um pouco distante do meu primeiro filho, hoje com 27 anos. Me formei em 2002 e para me especializar na profissão, fiz quatro pós-graduações. Uma delas foi em administração em marketing pela ESPM. Mas percebi que a história de estar longe da família estava se repetindo com minha filha. Por isso, decidi em 2014 me tornar empreendedora.

E como sua empresa, o Território da Beleza PoA, surgiu?
RT:
O Território nasceu em junho de 2014 como franquia de uma marca. Neste modelo de negócio me senti muito amarrada, porque os franqueadores não queriam investir em marketing, preferiam a contratação de  revendedoras de porta a porta. Mas este não era meu objetivo. Confesso que fiquei bastante frustrada, porque a franquia é do Nordeste e lá eles são fortes. Mas no Sul precisei convencer as pessoas de que os produtos eram muito bons e de que os valores estavam na média do mercado. Depois, passei a usar as redes sociais para apresentar os cosméticos ao público e mostrar clientes comprando. Conforme o tempo, percebi que não precisava mais estar por trás de uma marca apenas, mas poderia comercializar bons produtos de várias empresas. Pesquisei o que estava fazendo sucesso e que tinha um bom preço. Nosso grande diferencial, hoje, é que além de vender, ensinamos a cliente a usar o que está comprando. Damos uma consultoria de beleza e elas adoram. Foi assim que começamos a crescer.

Qual foi o maior desafio para se consolidar como empreendedora?
RT:
A ideia do Divas Bllack surgiu pela necessidade de haver produtos específicos para a pele negra. No início, também trabalhávamos com produtos para cabelos crespos e cacheados, nos tornando referência na região. Além disso, decidimos vender somente marcas que oferecem no catálogo ao menos um produto para a pele negra. Mesmo assim, não conseguimos atender todas as mulheres. Eu mesma tentava fazer a maquiagem delas. Sempre testamos as bases nas clientes que se dispõem a esta experiência, especialmente com aquelas que não conhecem seu tom de pele (e são muitas!) Apesar de a loja física ter somente 20m², fazemos muito barulho na internet com cursos, workshops. Foi assim que comecei a ganhar reconhecimento e credibilidade de diretores de grandes marcas. Procurei um deles para sugerir a criação em sua empresa de uma linha de base para vários tons de pele negra, pois muitas clientes se sentiam excluídas por não encontrarem um produto adequado. A princípio ele se empolgou e informou que iria se reunir com sua sócia. Em seguida, tive o retorno de que não era o momento de segregar as pessoas, então não seria correto criar uma linha somente para negras. Confesso que fiquei intrigada com a resposta, porque o conheço e não parecia ser preconceituoso. Então, olhei pra ele e me dei conta de que sendo branco de olhos claros ele não poderia compreender nossa dificuldade. Decidi desenvolver eu mesma esta linha. Em um curso sobre pele negra ouvi a especialista falar sobre uma base americana chamada Black Opal e que a então primeira dama Michelle Obama usava e recomendava, porque era um excelente produto e custava em torno de $8,00, ou seja, acessível. Eu entendi que era isso que eu queria, uma base de qualidade, que coubesse na bolsa e bolso das minhas clientes. Então foi a hora de convencer meu marido e sócio Carlos Alberto Regio Terragno a investir junto nesta linha.

Qual o diferencial dela para as grandes marcas que já estão vendo esse como um público alvo?
RT
: A Divas Bllack tem a tecnologia de color adapt que se adapta ao tom da pele sem acinzentar. A base foi desenvolvida por uma especialista em pele negra, contratada para nos auxiliar a entender os tons das negras brasileiras. Criamos bases que respeitam os fundos amarelos, neutro, oliva e azulados. A principal diferença com relação às grandes marcas é que as redes sociais são nosso maior marketing.

Qual sua principal inspiração para essa linha?
RT:
A Divas Bllack tem seis tons de bases para pele negra brasileira como carro chefe e as cores tem nomes de mulheres importantes na minha vida por ordem de cor: Rafaella é nome da minha filha (foi por ela que tudo começou), Rosane é o meu nome, Tais inspirada na Tais Araújo. Fui ver a peça “O Topo da Montanha” e me emocionei demais. Assim como a personagem também quero fazer a diferença na vida das pessoas. Conheci a Tais e ela me encoraja nesse sonho. A cor Duda é inspirada em uma influenciadora digital gaúcha, @negraecrespa, uma grande amiga e uma pessoa a qual admiro muito. A Duda está junto com a Divas desde  o início, ajudando em tudo. Sempre conversamos e a nossa afinidade é total, porque concordamos que a Divas Bllack é mais que um produto para vender, é um projeto de vida, é valorizar a beleza da mulher negra. A Duda também é uma grande inspiração e exemplo de uma grande mulher, pois como ela mesma diz; “tive o privilégio de ter uma família com melhores condições, sempre estudei em colégio particular, sou muito amada, mas tenho o compromisso com a minha raça, de mostrar o que realmente acontece, e ser uma inspiração para estas mulheres”. Maria é o segundo nome da minha mãe, ela simplesmente fez a mulher que sou hoje, é em homenagem a ela e a todas as Marias do Brasil e, Dandara, nossa guerreira quilombola.

Como você acredita que a maquiagem auxilia no processo de empoderamento de mulheres negras?
RT:
Acho que toda a mulher tem força e poder. Acredito que a mulher negra acaba “tendo que ter” um poder ainda maior, por todo o nosso histórico. O que eu vejo é que a maquiagem é aquele botão que lembra a cada uma nós, o nosso poder. Eu ainda atendo na loja em Porto Alegre, então já vi uma simples maquiagem operar milagres em uma mulher que está tendo um dia ruim ou que está passando por um momento difícil. Elas se olham no espelho e até o olhar modifica, a postura é realmente uma força que vem de dentro.

Sendo uma empreendedora negra, qual sua dica para outras mulheres, em especial afrodescendentes, que querem empreender?
RT:
O momento é este. Nós negros não aceitamos mais ficarmos invisíveis, estamos buscando nosso espaço. Então sim, queremos produtos e serviços específicos para nossa pele e raça, e temos dinheiro para pagar por eles. Hoje sou uma mulher muito realizada, porque estou colocando em prática meus sonhos. Não é nada fácil, ouvimos muitos nãos, muitas portas se fecham, muitas pessoas próximas duvidam e até torcem contra.  Mas tem uma conta que sempre fecha. Sonhar mais trabalhar é igual a realizar, então sonhe com algo que você ama fazer, trabalhe muito neste projeto e o torne realidade. As redes sociais são grandes aliadas, e ainda são ferramentas gratuitas. E Gratidão sempre!

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Poluição? Na sua pele, NÃO!

Conheça algumas atitudes para uma pele mais bonita. (Foto: Divulgação)Conheça algumas atitudes para uma pele mais bonita. (Foto: Divulgação)

Quando se pensa nos males que atingem nossa pele, os primeiros vilões que vêm à mente são os raios UVA e UVB. Mas a lista de inimigos é maior e conta com fatores como o consumo de álcool e tabaco, alimentação desregrada e poluição.

Opa, poluição? Isso mesmo! A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aponta os agentes poluentes como facilitadores da ação dos radicais livres, que provocam estresse oxidativo nas células cutâneas e levam à degradação do colágeno, substância que dá sustentação à pele. Resultado: pele desgastada, opaca, flácida e envelhecida antes do tempo. O problema atinge a maioria das pessoas. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, hoje, 54% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2030, este número chegará a 60%.

Já pensou em como se proteger da poluição? Veja nossas dicas:

Rotina diária

Pele bonita é pele saudável. Para isso, é essencial ter uma rotina de limpeza, que deve ser colocada em ação duas vezes ao dia (uma pela manhã e uma à noite).

Alguns produtos são elaborados especialmente para preservar sua pele dos efeitos dos poluentes. Um deles é a Emulsão Antipoluição Drops of Youth, da The Body Shop, um hidratante diário com filtros UVA e UVB. Sua fórmula é enriquecida com tomilho e extrato de Buddleia e tem como protagonista o óleo de babaçu orgânico do Maranhão, obtido por meio do Comércio com comunidades.

Outro destaque, também da The Body Shop, é o Hidratante Facial Skin Defence com Proteção Solar FPS 50. Graças à combinação de extratos de algas e vitamina C, ele nutre intensamente, evita os impactos das agressões externas e até recupera a aparência de peles já cansadas e opacas.

Veja os 5 males da poluição à sua saúde

1 – Irritações nas mucosas dos olhos e do nariz;
2 – Desenvolvimento e agravamento das crises de asma e bronquite;
3 – Aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pulmão;
4 – Enfraquecimento do sistema imunológico; e
5 – Envelhecimento precoce e ressecamento da pele.

Atenção ao que vai ao prato e ao copo

SIM

• frutas;
• verduras;
• legumes;
• sementes ricas em Ômega-3, como chia ou linhaça; e
• muita água – no mínimo 2 litros por dia

NÃO

• açúcar refinado – causa estresse oxidativo celular, levando ao envelhecimento precoce da pele;
• grãos refinados (como a farinha branca);
• frituras;
• alimentos gordurosos em geral; e
• refrigerantes.

Atitudes para uma pele mais bonita

• Cuidar da pele diariamente
• Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas – elas alteram a produção de enzimas e estimulam a formação dos radicais livres;
• Não fumar – os componentes dos cigarros reduzem o fluxo sanguíneo da pele, o que dificulta a oxigenação dos tecidos cutâneos e forma rugas; e
• Praticar atividades físicas – elas estimulam a circulação sanguínea, favorecendo a chegada de oxigênio e nutrientes até a pele.

Ajuda a mais

Além da rotina de limpeza, outros cuidados fazem muita diferença. Aplicar uma máscara de tratamento duas ou três vezes por semana, por exemplo, melhora o desempenho dos seus produtos diários. Se ela tiver ativos direcionados ao combate dos males causados pela poluição, melhor ainda! Nossa indicação:

• Máscara Antipoluição de Chá de Matcha do Japão (R$ 155) — 100% vegana e enriquecida com matcha de Kakegawa (Japão) e aloe vera do Comércio com Comunidades do México, ela é cremosinha, purifica profundamente e esfolia com suavidade; e
• Máscara Purificante e Iluminadora de Carvão do Himalaia (R$ 155) — com textura de argila, desintoxica e desobstrui a pele que precisa liberar impurezas e toxinas.

Ambas são livres de parabenos, silicones, óleo mineral e parafina. E superpráticas, pois podem ser usadas em casa.

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Marcha Mundial das Mulheres faz ato contra precarização do trabalho na Riachuelo

Marcha Internacional das Mulheres faz ato em frente à loja da Riachuelo na Avenida Paulista (Foto: Reprodução)Marcha Internacional das Mulheres faz ato em frente à loja da Riachuelo na Avenida Paulista (Foto: Reprodução)

Manifestantes da Marcha Mundial das Mulheres realizaram um ato contra a exploração laboral da indústria têxtil, em frente a uma das lojas da Riachuelo na Avenida Paulista, em São Paulo. As manifestantes entraram nas lojas e colocaram cartazes nas manequins das vitrines com frases como “trabalho terceirizado, vidas precárias”e “a indústria da moda explora as mulheres”. O ato, que faz parte de uma ação global da Marcha, também teve panfletagem para conscientização da população sobre as condições de trabalho nas confecções e indústria têxtil. 

A escolha pela Riachuelo não foi em vão. A empresa é a confecção que acumula o maior número de processos trabalhistas no Brasil – com mais de 2 mil ações e investigação corrente sobre trabalho análogo à escravidão. A marca também é o centro de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho, que inspeciona as fábricas da empresa no Rio Grande do Norte. O MP exige-se uma indenização de R$37,7 milhões a Guararapes Confecções, controladora da Riachuelo, por infrações trabalhistas identificadas em oficinas tercerizadas. Flávio Rocha, dono da Riachuelo, recentemente anunciou pré-candidatura à presidência da República pelo PRB e um dos principais apoiadores da reforma trabalhista.

A data escolhida para a ação também é simbólica. Todo ano, no dia 24 de abril, a Marcha relembra o desmoronamento do prédio Rana Plaza, em Bangladesh, que matou mais de mil trabalhadores de confecções têxteis e se tornou símbolo da exploração do setor. ” Denunciamos que as reformas defendidas pelos deputados, senadores e pelo presidente golpista Michel Temer foram apoiadas por diversos empresários brasileiros que querem lucrar e precarizar, cada vez mais, o trabalho e a vida das mulheres. Dentre estes empresários está Flávio Rocha, dono da Riachuelo, que defende mais “liberdade” para os empresários atuarem na economia e mais “conservadorismo” na sociedade. Flávio Rocha é inimigo das mulheres brasileiras!”, dizia comunicado na página do Facebook da Marcha. 

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Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

A advogada Vivian Ferreira, também integrante da deFEMde, destaca ainda a falta de tempo hábil para a aprovação de uma pauta como essa antes das eleições e o desinteresse do governo Temer na pauta. “A questão é bastante polêmica e o governo está em uma condição complicada do ponto de vista de legitimidade, com baixíssimo índice de aprovação. Não poderia correr o risco de perder o apoio dos setores conservadores, que o sustentam, a poucos meses do processo eleitoral”, diz.

A audiência pública será realizada no plenário da 1ª Turma do Supremo, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, a partir das 8h40.

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Agencias de Modelos BH Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Selva Almada critica peso da religião em legalização de aborto no Brasil

Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)Mulheres argentinas vão às ruas para protestar pela legalização do aborto no país (Foto: Getty Images)

“Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal para não morrer”. Foi sob essas palavras de ordem que 129 deputadas e deputados argentinos aprovaram a descriminalização do aborto no país.

Em votação acirrada, indefinida até os últimos minutos, o projeto de lei que defende a legalização da interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana passou pela Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, e agora segue para o Senado. “Havendo aprovação no Senado, existe uma terceira instância, a sanção presidencial. O presidente Mauricio Macri já se pronunciou publicamente dizendo que não iria exercer seu direito de veto, mas não há como ter certeza até o fim do processo todo”, explica a advogada argentina Ana Casarin.

Macri tem dez dias para vetar. Se não o fizer, a lei deve ser publicada no Boletim Oficial e, se não for estipulado um prazo diferente no próprio texto, ela passará a ter vigência oito dias após a publicação. “Porém, para o efetivo exercício do direito, para que as mulheres possam ir na rede pública e ter acesso ao aborto num hospital público, de maneira gratuita e segura, a lei ainda precisa ser regulamentada”, esclarece Ana.

Em entrevista, a escritora argentina Selva Almada, que se opõe ao atual governo, disse que Macri fez o que qualquer governante deve fazer: colocar suas crenças pessoais de lado, abrir o debate, permitir que os cidadãos se pronunciem e que os legisladores trabalhem. “Não sei quais são suas razões mais íntimas, e também não me importo. Há algumas horas, 129 deputados votaram a favor da legalização do aborto graças à luta das mulheres nas ruas.”

Uma das convidadas da Feira Literária de Paraty (Flip) deste ano, Almada é autora do livro do livro Garotas Mortas (ed. Todavia, 128 págs., R$ 40,90), investigação sobre três feminicídios que ocorreram na Argentina logo após a redemocratização do país.  

A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)A escritora argentina Selva Almada (Foto: Divulgação)

Mortes maternas

“A clandestinidade mata”, pontuou a deputada argentina Victoria Donda Perez na defesa de seu voto. Seu pensamento é amplamente difundido entre as mulheres do país, que fazem questão de reforçar que essa batalha já vem sendo travada há anos. “Nos últimos meses, o debate se deu aos gritos, em voz alta, mas não começou agora. Podemos dizer que agora tomou a sociedade. Todos e todas nos animamos a falar de algo que era um segredo aberto: o aborto existe, são 500 mil por ano, a questão é descriminalizá-lo”, defende Almada.

Segundo a Anistia Internacional, o aborto é a principal causa de morte materna (quando mulheres morrem durante ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez) em 17 das 24 províncias argentinas.

“Apesar de a geração da vida exigir duas pessoas, os ônus da gravidez recaem única e exclusivamente sobre a mulher”, diz a advogada Marina Ganzarolli, fundadora da rede feminista de juristas deFEMde. A descriminalização da prática traria a “melhora dos índices de mortalidade materna e dos indicadores gerais de saúde sexual e reprodutiva das mulheres.”

Do lado de cá da fronteira

No Brasil, o aborto é crime para o qual existem três exceções: quando há risco de morte para a mãe, quando a gravidez é decorrente de estupro e em casos de feto anencéfalo. “Duas delas são legais, escritas no código penal. A terceira foi conquistada por jurisprudência, por decisão do Supremo Tribunal Federal”, explica Marina.

Todas as outras possibilidades são criminalizadas. “Isso faz com que agentes de saúde, médicos e enfermeiros tenham receio de realizar o procedimento, inclusive em casos legais. Muitos alegam objeção de consciência e não garantem a lei. Em alguns estados, essa é a primeira causa da morte materna, como por exemplo na Bahia, que é o estado com mais mulheres negras no Brasil.”

“O aborto já existe para mulheres brancas com privilégios econômicos. Então, quando a gente fala de direito ao aborto, fala de direito à vida”

Para ela, a questão ainda vai além da saúde pública e recai na liberdade e autonomia sobre o corpo. “Um dos mitos que envolvem o debate é que a legalização geraria um aumento no número de procedimentos, o que é a maior falácia do universo. Países que legalizaram o aborto e têm extensas pesquisas baseadas em evidências viram o número cair”, pontua.

Diferentemente da Argentina, pesquisas apontam que o tema do aborto divide opiniões entre a população brasileira, mas a maioria ainda é contra. Um levantamento do Latinobarômetro de 2015 aponta que 50,3% dos brasileiros defendem que o aborto “nunca é justificável”.

Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)Brasileira também protestaram pelos direitos das mulheres em setembro de 2017 (Foto: Getty Images)

Selva Almada acredita que o fato se dá pela influência da igreja no país. “Além do enorme peso da igreja católica, vocês também têm a popularidade da igreja evangélica”, diz. Na Argentina, existe uma melhor separação entre a igreja e o Estado. “No papel, somos países laicos, mas na prática, infelizmente, o catolicismo pesa nas decisões do Estado.”

“Espero que a Argentina abra um precedente para outros países da América Latina, porque obviamente não somos o único país em que as mulheres pobres morrem por abortar clandestinamente”

ADPF 442

A ministra Rosa Weber, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, convocou uma audiência pública para debater a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O objetivo é que o STF exclua do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas.

Marina Ganzarolli diz que a decisão na Argentina é positiva para o Brasil. “O principal impacto é movimentar a esfera pública e o debate na mídia, na família e nas escolas sobre a necessidade de rever a política pública e o acesso aos direitos sexuais reprodutivos das mulheres.”

Dado o atual contexto político do Brasil, no entanto, Marina não acredita que esse direito seja conquistado neste momento. “O STF não quer se colocar na berlinda com tamanha instabilidade política e ainda não tem maioria para ampliar, legalizar e descriminalizar o aborto no Brasil.”

A advogada Vivian Ferreira, também integrante da deFEMde, destaca ainda a falta de tempo hábil para a aprovação de uma pauta como essa antes das eleições e o desinteresse do governo Temer na pauta. “A questão é bastante polêmica e o governo está em uma condição complicada do ponto de vista de legitimidade, com baixíssimo índice de aprovação. Não poderia correr o risco de perder o apoio dos setores conservadores, que o sustentam, a poucos meses do processo eleitoral”, diz.

A audiência pública será realizada no plenário da 1ª Turma do Supremo, nos próximos dias 3 e 6 de agosto, a partir das 8h40.

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Agencias de Modelos BH Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Renata Banhara desabafa: “Meu marido me tirou do convênio por crueldade”

Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)

Eu era casada e estávamos juntos desde 2012. Meu ex-marido foi um excelente companheiro e antes da minha doença a gente nunca brigava. Ele é politizado, estudado, muito fino e éramos uma família feliz: eu, ele, meus dois filhos e a  filha dele.

No final de 2015, comecei a sentir fortes dores de cabeça, até que em fevereiro de 2016, meu rosto derreteu, ficou deformado. Fui a um hospital e disseram que era uma alergia. Só em abril, no hospital Albert Einstein, após passar por diversos patologistas, fui diagnosticada com uma infecção generalizada causada por uma bactéria que estava alojada no dente.

Descobriram que um canal que fiz carregava uma infecção de bactérias há 7 anos. Ela se iniciou na raiz desse dente e ficou alojada no maxilar. Tem uma corrente de oxigenação que leva tudo para a cabeça, perto do cérebro, e levou as bactérias para todo lado.

Fui internada em estado gravíssimo e logo operaram o lado direito. No mesmo final de semana, o lado esquerdo da cabeça e o joelho também passaram por cirurgia. Essa bactéria gosta das juntas do corpo, então tive que fazer várias punções. No ano seguinte, foram idas e vindas do hospital, mas eu ia sozinha, de Uber. Minhas idas ao hospital eram tidas como frescura pelo meu ex-marido.

Fui operada às pressas e, quando voltei para casa, a primeira coisa que meu então marido fez foi jogar todos os remédios fora e dizer que eu não tinha nada. “Inclusive, estou com fome. Quero jantar”, disse ele em seguida. E eu fui para o fogão totalmente anestesiada. Fiz uma sopa para ele, levei na bandeja, com um guardanapo. Quando deitei na cama, ele falou: “Você não vai fazer comida para o seu filho?”. Voltei e fiz de novo. Ovos mexidos e pipoca.

Não comi, não jantei e deitei. Só estou tendo consciência disso agora, porque nunca falei para ninguém. Era eu que precisava de um banho, medicações e comida.

Meus filhos não sabiam de nada. Eles liam sobre a infecção na mídia e eu falava que era mentira, queria protegê-los. Meu filho mais velho estava na fase de prestar vestibular, não queria prejudicá-lo. O caçula foi morar com o pai, Frank Aguiar, quando fui internada pela primeira vez. Já a filha do meu ex foi morar com a mãe, nos Estados Unidos.

Minha doença matou a relação. Ele casou com a Renata Banhara que era útil para a filha dele, nas funções do lar, e nas questões femininas para a sobrevivência dele.

Os abusos eram de todos os tipos. Ele abriu as janelas e falou: “Pula”. Não encostou em mim, só falou para pular. “Você está muito triste”, ele dizia. Antes disso, me consultei com uma psiquiatra. As dores que eu sentia eram tantas que eu queria ir embora, mas não era um caso típico de suícidio.

Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)

A psiquiatra explicou: como a dor era muito forte, nem os calmantes davam conta, era só o desejo de acabar com isso. Depois de mais de três meses com dor, o ser humano corta os neurotransmissores, a serotonina, toda a anfetamina, toda a alegria. Seu cérebro fica preto.

Eu me culpei muito por estar feia, deformada e por ter engordado, mas, quando não estava no hospital, colocava um pijaminha bonito, um brinquinho e fazia as tarefas do lar mesmo com a dor. Olho para trás e vejo que fui vítima de uma grande violência psicológica.

Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)

No começo de 2018, fiquei sabendo por meio de funcionários da nossa casa que, quando eu ficava internada, ele levava uma outra mulher para lá. Eu não culpo a menina.

Depois de uns dias com o coração apertado, olhei nos olhos dele e contei que sabia. Em seguida, ele me deu um soco. Meu filho mais velho estava em casa e me protegeu das agressões. Foi ali que decidi me separar.

Meu ex-marido me tirou do convênio em um ato de crueldade

Descobri em janeiro de 2018, quando fui ao hospital, depois que ele me bateu. Primeiro passei no IML e segui para o pronto socorro, foi aí que avisaram que o convênio tinha sido cortado.

O SUS me atende normal: hospitais cheios e médicos tentando fazer milagre. São clínicos gerais que não atendem meu caso específico, mas me dão paliativos. A primeira vez que fui no pronto-socorro, um monte de gente postou na internet que meu lugar não era ali. Mas meu lugar é ali, sim. Estou desempregada, sem convênio e doente, tenho direito.

Tomo antibióticos, corticóides e calmantes. Tem muito líquido de 2015 para sair ainda, mas as bactérias estão voltando. O lado esquerdo do meu rosto está totalmente concretado. Fiquei com fibromialgia e tenho fortes crises de dor.

Eu sou ativista contra a violência doméstica há muitos anos, mas eu esqueci do principal: o 180. A violência psicológica é muito mais grave que a física. Minha violência física durou 1h40, a psicológica já dura há mais de dois anos e eu nunca vou esquecer. Aos 43 anos, sempre falando sobre violência, esqueci o principal: procurar ajuda.

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Renata Banhara desabafa: “Meu marido me tirou do convênio por crueldade”

Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara fica sem convênio durante tratamento médico (Foto: Acervo pessoal)

Eu era casada e estávamos juntos desde 2012. Meu ex-marido foi um excelente companheiro e antes da minha doença a gente nunca brigava. Ele é politizado, estudado, muito fino e éramos uma família feliz: eu, ele, meus dois filhos e a  filha dele.

No final de 2015, comecei a sentir fortes dores de cabeça, até que em fevereiro de 2016, meu rosto derreteu, ficou deformado. Fui a um hospital e disseram que era uma alergia. Só em abril, no hospital Albert Einstein, após passar por diversos patologistas, fui diagnosticada com uma infecção generalizada causada por uma bactéria que estava alojada no dente.

Descobriram que um canal que fiz carregava uma infecção de bactérias há 7 anos. Ela se iniciou na raiz desse dente e ficou alojada no maxilar. Tem uma corrente de oxigenação que leva tudo para a cabeça, perto do cérebro, e levou as bactérias para todo lado.

Fui internada em estado gravíssimo e logo operaram o lado direito. No mesmo final de semana, o lado esquerdo da cabeça e o joelho também passaram por cirurgia. Essa bactéria gosta das juntas do corpo, então tive que fazer várias punções. No ano seguinte, foram idas e vindas do hospital, mas eu ia sozinha, de Uber. Minhas idas ao hospital eram tidas como frescura pelo meu ex-marido.

Fui operada às pressas e, quando voltei para casa, a primeira coisa que meu então marido fez foi jogar todos os remédios fora e dizer que eu não tinha nada. “Inclusive, estou com fome. Quero jantar”, disse ele em seguida. E eu fui para o fogão totalmente anestesiada. Fiz uma sopa para ele, levei na bandeja, com um guardanapo. Quando deitei na cama, ele falou: “Você não vai fazer comida para o seu filho?”. Voltei e fiz de novo. Ovos mexidos e pipoca.

Não comi, não jantei e deitei. Só estou tendo consciência disso agora, porque nunca falei para ninguém. Era eu que precisava de um banho, medicações e comida.

Meus filhos não sabiam de nada. Eles liam sobre a infecção na mídia e eu falava que era mentira, queria protegê-los. Meu filho mais velho estava na fase de prestar vestibular, não queria prejudicá-lo. O caçula foi morar com o pai, Frank Aguiar, quando fui internada pela primeira vez. Já a filha do meu ex foi morar com a mãe, nos Estados Unidos.

Minha doença matou a relação. Ele casou com a Renata Banhara que era útil para a filha dele, nas funções do lar, e nas questões femininas para a sobrevivência dele.

Os abusos eram de todos os tipos. Ele abriu as janelas e falou: “Pula”. Não encostou em mim, só falou para pular. “Você está muito triste”, ele dizia. Antes disso, me consultei com uma psiquiatra. As dores que eu sentia eram tantas que eu queria ir embora, mas não era um caso típico de suícidio.

Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)Renata Banhara e o rosto inchado durante processos inflamatórios da infecção no rosto (Foto: Acervo pessoal)

A psiquiatra explicou: como a dor era muito forte, nem os calmantes davam conta, era só o desejo de acabar com isso. Depois de mais de três meses com dor, o ser humano corta os neurotransmissores, a serotonina, toda a anfetamina, toda a alegria. Seu cérebro fica preto.

Eu me culpei muito por estar feia, deformada e por ter engordado, mas, quando não estava no hospital, colocava um pijaminha bonito, um brinquinho e fazia as tarefas do lar mesmo com a dor. Olho para trás e vejo que fui vítima de uma grande violência psicológica.

Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)Renata em uma das internações no hospital Albert Einstein (Foto: Acervo pessoal)

No começo de 2018, fiquei sabendo por meio de funcionários da nossa casa que, quando eu ficava internada, ele levava uma outra mulher para lá. Eu não culpo a menina.

Depois de uns dias com o coração apertado, olhei nos olhos dele e contei que sabia. Em seguida, ele me deu um soco. Meu filho mais velho estava em casa e me protegeu das agressões. Foi ali que decidi me separar.

Meu ex-marido me tirou do convênio em um ato de crueldade

Descobri em janeiro de 2018, quando fui ao hospital, depois que ele me bateu. Primeiro passei no IML e segui para o pronto socorro, foi aí que avisaram que o convênio tinha sido cortado.

O SUS me atende normal: hospitais cheios e médicos tentando fazer milagre. São clínicos gerais que não atendem meu caso específico, mas me dão paliativos. A primeira vez que fui no pronto-socorro, um monte de gente postou na internet que meu lugar não era ali. Mas meu lugar é ali, sim. Estou desempregada, sem convênio e doente, tenho direito.

Tomo antibióticos, corticóides e calmantes. Tem muito líquido de 2015 para sair ainda, mas as bactérias estão voltando. O lado esquerdo do meu rosto está totalmente concretado. Fiquei com fibromialgia e tenho fortes crises de dor.

Eu sou ativista contra a violência doméstica há muitos anos, mas eu esqueci do principal: o 180. A violência psicológica é muito mais grave que a física. Minha violência física durou 1h40, a psicológica já dura há mais de dois anos e eu nunca vou esquecer. Aos 43 anos, sempre falando sobre violência, esqueci o principal: procurar ajuda.

Assuntos sobre modelos e agencias de modelos na web: Agencias de modelos Melhores agencias de modelos Altura necessária para as modelos Como entrar para uma Agencia de Modelos Agencias de Modelos Brasileiras Agencia de Modelos do Brasil Lista de Agencias de Modelos Brasileiras Matérias sobre Modelos e o mundo da moda Lista de Agencias de Modelos Modelos Masculinos SPFW Revista Epoca Vogue Empório Armani Online Lista de Agencias de Modelos Agencias de Modelos Agencias de modelos famosas Principais Agencias de Modelos Melhores Agencias de modelos do Brasil Agencias de Modelos do Brasil Linksweb Neoplanos Agentes do Alem 3ICAP Premio de Moda AnuarioTI Governo Estadão – Caderno de Moda Beleza, Moda e Agencias de Modelos do Brasil Mural Fashion ID Porto Alegre Fashionlines Balenciaga Pebblebeb Sweetyus O Povo Hubblo Informações sobre agencias de modelos Informações sobre agencias de modelos e modelos Agencias de Modelos e Top Models Modelos, Agencias de Modelos e Bastidores da Moda Modelos, Agencias de Modelos e Moda Agencias de Modelos, Agencias de Moda do Brasil, Top Models, Modelos Femininos, Modelos Masculinos Vulnerável e Oscilante Moda, Modelos e Agencias de Modelos Agencias de Modelos e Top Models UOL Estilo G1 Moda Jornal O Globo Folha S.Paulo Principais Agencias de Modelos do País: FORD MODELS, MEGA MODEL BRASIL, MAJOR MODEL , LEQUIPE AGENCE, Way Model

Ugly Sneakers: os tênis controversos que conquistaram modelos e blogueiras

Chiara Ferragni usando os seus Ugly Sneakers (Foto: Instagram)Chiara Ferragni usando os seus Ugly Sneakers (Foto: Instagram)

Você deve ter visto esses tênis por aí: com cara de ‘tênis de pai’, daqueles usados na década de 1990, os ugly sneakers são a mais nova tendência de moda que parece que veio para ficar. Depois da influência da década, os calçados controversos apareceram nas passarelas e agora já se tornaram um item indispensável no guarda-roupa de muitas modelos e influenciadoras.

A premissa é simples: são tênis muito pesados e com modelagens um pouco duvidosas, cores marcantes e que causam um impacto em qualquer look. Marcas de renome como Louis Vuitton e Balenciaga já colocaram os modelos nas passarelas e mostraram que eles vieram para ficar. Aliás, até mesmo a Asics, famosa no ramo dos tênis, fez uma colaboração com a marca Kiko Kostadinov para desenvolver um modelo para a passarela, e a Adidas também entrou na brincadeira com a colab com Raf Simons.

Os modelos na passarela da Louis Vuitton (Foto: Instagram)Os modelos na passarela da Louis Vuitton (Foto: Instagram)

Ou seja, os ugly sneakers são um forte candidato à tendência do ano, principalmente porque já foi visto com frequência na moda de rua. Bella Hadid, uma das modelos mais relevantes do momento, já mostrou que é fã dos acessórios, combinando os seus looks do dia a dia com esses tênis. De vestidos mais femininos à produções com uma influência street mais despojada, ela usou e abusou das peças nos últimos tempos.

Seguindo a mesma onda, Hailey Baldwin também já usou a sua conta no Instagram para mostrar produções rotineiras usando esses tênis para fechar a produção. Como são muito pesados, eles dão ares bem descontraídos para o visual e são um pouco mais difíceis de combinar – o que não impediu essas influenciadoras de colocá-los no pé com produções que vão de um vestidinho de festa até o tradicional combo camiseta + calça jeans.

Bella Hadid (Foto: Instagram)Bella Hadid (Foto: Instagram)

Elsa Hosk criou um visual mais elegante e com a cara do dia a dia usando boina e jaqueta de couro com os seus tênis para um passeio por Nova York – e a bolsa de alça de corrente também deixa o visual um pouco mais glamuroso. Já a blogueira Chiara Ferragni apostou em uma versão mais colorida para combinar com o look de legging + camiseta e moletom, além da bolsa Fendi à tiracolo.

Como são os novos protagonistas de qualquer produção, vale a pena deixar os tênis à mostra na hora de montar a produção – use com calças cropped ou com a barra dobrada, vestidos, shorts e saias para mostrá-lo sem dificuldades. Porém, optar por uma calça de barra mais larga e cintura baixa (à la anos 2000) também tem sido uma escolha frequente das fashionistas.

Hailey Baldwin (Foto: Instagram)Hailey Baldwin (Foto: Instagram)

No Brasil, marcas como a Schutz já contam com modelos que se encaixam nesse perfil e tem feito sucesso, mas vale ver um modelo desse tipo como um investimento. Em média, os preços começam em R$ 400 e tendem a subir, principalmente para marcas internacionais (o modelo Triple S da Balenciaga, por exemplo, sai por R$ 5 mil por aqui).

No mais, é interessante ver como a moda do controverso e desconstruído está fazendo sucesso mundo a fora e mostrando cada dia mais, como Rihanna nos ensinou, que não existem regras na moda.

Elsa Hosk (Foto: Instagram)Elsa Hosk (Foto: Instagram)

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